quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Sem opção, Oposição se enforca


O recente bom desempenho do mercado acionário brasileiro fez o peso do país no índice MSCI de mercados emergentes subir a 14,95 por cento, ultrapassando a China e a Coréia do Sul simultaneamente pela primeira vez, afirmou o Citibank em relatório divulgado nesta quarta-feira.Na composição do índice, a China tem peso de 14,15 por cento; Coréia do Sul, 13,69 por cento; Rússia, 9,9 por cento; e Índia, 7,5 por cento, segundo dados do Citi."O Brasil é agora o maior mercado emergente do mundo", afirmou o analista Geoffrey Dennis, do Citibank, acrescentando que com isso o país agora também passa a ser o décimo maior mercado acionário mundial, com peso de 1,71 por cento no índice MSCI (Morgan Stanley Capital International) de ações mundiais .Sobre o desempenho das empresas brasileiras, o analista afirma que a Petrobras é a maior empresa dos mercados emergentes em valor de mercado, com a Vale figurando em terceiro lugar, atrás da russa Gazprom .O analista acredita que o cenário positivo do Brasil pode durar no longo prazo, embora no curto prazo o país apareça como "overbought" (comprado demais) e "caro".De acordo com o relatório, o valor de mercado das ações que compõem o MSCI brasileiro está em nível recorde de 509 bilhões de dólares, enquanto Rússia, Índia e China acumulam queda de 11 por cento a 32 por cento em relação a suas máximas.Depois de registrar baixa de mais de 15 por cento no ano em meados de janeiro, o Ibovespa --principal indicador da bolsa paulista-- vem se recuperando e está encostado em seu recorde histórico. O índice subiu nas últimas cinco sessões.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL

Não sei quantos processos tramitam no Judiciário solicitando direito de resposta a emissoras de televisão, rádio e a jornais e revistas. Lembro-me de três situações em que a GLOBO ficou em palpos de aranha com as costumeiras mentiras e armações da rede. A primeira delas em 1982, quando da tentativa de fraude na totalização dos votos das eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro. Um esquema montado pela PROCONSULT, empresa responsável por aquela totalização e que transformava os votos brancos em votos a favor do candidato da ditadura Wellington Moreira Branco. O prejudicado era Brizola.A GLOBO tratou de criar um fato, a possível virada de Moreira Franco, preparando a opinião pública para o inacreditável (Brizola liderava todas as pesquisas) e se viu na contingência de ter Brizola em seu estúdio questionando e denunciando a fraude, pois um dos responsáveis pela PROCONSULT querendo levar um por fora, confessou a César Maia que havia um programa modificando o resultado do pleito na totalização.Brizola foi irônico naquela noite, corajoso como sempre. Desmoralizou a tal ponto a GLOBO que a emissora acabou afastando Armando Nogueira da direção de jornalismo da rede e Armando Nogueira não tinha nada a ver com a fraude, foi bode expiatório.A segunda, foi quando o próprio Brizola conseguiu na Justiça, sabe-se lá como, fato raríssimo, o direito de responder a uma das contínuas mentiras do JORNAL NACIONAL a seu respeito. O governador apareceu por cerca de cinco minutos denunciando as mentiras, a campanha sórdida da rede contra seu governo.E a terceira agora, em 2006, no dia das eleições presidenciais. O governador do Paraná, Roberto Requião, reeleito depois de uma campanha de mentiras e fraudes contra ele, chamou Miriam Leitão de mentirosa, a rede GLOBO de partido político das grandes empresas e Pedro Bial de moleque de recados. A emissora, ainda que atenuando a linguagem, se viu na contingência de dizer que errou em relação ao fato. Dizia respeito a uma montagem, truque de edição, no Porto de Paranaguá.A GLOBO estava a serviço dos grupos interessados na privatização do porto que financiou a campanha do adversário de Requião, o senador Osmar Dias, irmão do dissimulado Álvaro Dias.E Requião paga até hoje o preço do seu desassombro, da sua coragem. É boicotado, muitas vezes impedido de falar na emissora oficial do seu estado e alvo da maledicência deliberada de boa parte da imprensa, já que a mídia, a grande mídia no País não difere de um cartel de drogas por exemplo.É um cartel de empresas controladas e a serviço das elites, das classes dominantes e dos grandes negócios. Outro tipo de droga.Existe quem se regozije com a disputa GLOBO versus RECORDE achando que o crescimento da audiência da emissora do bispo Macedo vá mudar alguma coisa e arrebentar com GLOBO. A disputa se dá entre forças que não mudam coisa alguma, querem apenas ter a primazia de mentir melhor, para receber maior volume de recursos dos verdadeiros donos do grande “negócio” chamado Brasil. São farinha do mesmo saco.Com a diferença que a RECORDE é um projeto político explícito, tem partido e disputa eleições, o que, num aspecto é pior, noutro pior ainda, por mais difícil que qualquer outra rede de tevê possa ser pior que a GLOBO. No fundo são iguais, diferem nos objetivos para permanecer no palácio/caverna de Ali Babá.No caso das ações de fiéis da IGREJA UNIVERSAL, propriedade do bispo Macedo, não há dúvidas que as ações obedecem a uma estratégia da Igreja e se voltam principalmente contra o jornal FOLHA DE SÃO PAULO, o EXTRA (grupo GLOBO) e uma agência baiana, A TARDE, o que fica claro, a estratégia, por serem as ditas ações iguaizinhas nas vírgulas e nos pontos, em tudo.Mas é legítimo o direito dos fiéis questionarem esses órgãos de comunicação. Não se constitui nem tentativa de intimidação como pretendem, muito menos de cercear o direito de liberdade de imprensa. Uma coisa é o fiel fanatizado por um grupo de oportunistas como é o caso de Macedo e seus “generais”, outra coisa é a liberdade de informação.Se os fiéis se sentem “ultrajados”, cansei de ouvir que “há quem faça e há quem deixe”. A fé não só é um direito subjetivo de cada um, como é um problema de cada um e no caso da Igreja Universal é um problema, não tenho dúvidas e que problema.Que Macedo responda a vários processos por várias fraudes, etc, etc, também é outra história. Se está solto e fora do País é simplesmente pela incapacidade das autoridades em prendê-lo. Que deveria estar na cadeia ninguém tem dúvidas. Mas boa parte dos donos da mídia também. A família Marinho sempre gozou de impunidade absoluta.Pretender transformar o fato, uma boiada conduzida por um dono de gado, numa pretensa tentativa de cercear o direito de informação, de limitar a liberdade de imprensa é pretender uma forma de liberdade absoluta, sem responsabilidade pelo que se fala, se mostra, se escreve, a opinião, ou a simples notícia, em algo sem a menor conseqüência, qualquer que seja.O direito de ir ao Judiciário é legítimo. O Judiciário decide se a pretensão é válida ou não. Pronto.É o jogo deles, do sistema, do qual GLOBO, RECORDE, FOLHA, VEJA, EXTRA, ESTADO DE SÃO PAULO, ÉPOCA, ESTADO DE MINAS, etc, etc, tanto se valem, usam, quando têm seus interesses contrariados. É o campo deles. Do mundo institucional, o tal que chamam de real, de único, de alternativa exclusiva, onde constroem suas farsas e onde buscam abrigam para também intimidar críticos, como agora no caso do jornalista Luís Nassif que desmontou com farta documentação todo o mau caratismo de VEJA.São cachorros grandes e eles que se entendam no mundo da mentira, da hipocrisia, da chantagem, da farsa, dos grandes “negócios”, da tal concorrência, dos elevadores que desembocam no quinto, da tal democracia, a realidade falida do modelo.Está certo o presidente Lula quando na simplicidade de um operário presidente declara que é direito dos fiéis buscarem a Justiça, tanto quanto do outro lado de defender-se e provar que não há razão para ações judiciais. Não importa que Macedo tenha recebido ordens divinas para que os fiéis questionem as notícias, importa que além de direito legítimo têm direito também à resposta se for o caso.Tem mão dupla o troço. É lógico. É que não gostam de se ver feridos, os “donos” e seus “agentes”, a mídia, com seus próprios instrumentos, ou aqueles que incluem entre suas propriedades. No caso o Judiciário.Simples e tranqüilo, entre eles não existe diferença alguma, exceto os “fiéis”, pobres coitados ludibriados por seus condutores (putz!). Tem fiel que acredita no Macedo, tem quem acredite em Ana Maria Braga, em William Bonner, em Diogo Mainardi, na FOLHA DE SÃO PAULO, no casal Renascer, tem quem reverencie e cultue o BBB (BIG BROTHER BRASIL), é o pobre mundo criado por eles mesmos.Estão disputando mercado. Ironia? O que é isso? Pura e simples constatação da realidade, nada além disso.O presidente da FIESP, Paulo Skaf não coletou assinaturas de camelôs em São Paulo contra a CPMF e chegou a Brasília dizendo que o povo brasileiro assinou contra o imposto? E não ficou mudo e pálido quando o médico Adib Jatene meteu o dedo no seu nariz de barão para chamá-lo de sonegador?Não gostam do remédio que aplicam ao povo brasileiro, é só isso. Acham que liberdade de imprensa é o tal remédio, o deles.Que se entendam entre eles, mas não com esse argumento de ameaça à liberdade de imprensa.É cínico demais.Nos últimos anos, os anos Lula, quantas mentiras não foram montadas e orquestradas por essa mídia que agora reclama? Uma só para lembrar: o dossiê contra Lula, à véspera da eleição, o monte de dinheiro que um delegado apresentou depois de comprado pela GLOBO? A rede omitiu o principal fato jornalístico do dia, a queda do avião da GOL duas horas antes, que foi noticiado pelo JORNAL DA BANDEIRANTES, antes também, para não atrapalhar o “negócio”.Já, na queda do avião da TAM por pouco Bonner não ascende ao céus de tanto histerismo na falta de ranhuras que depois era falta de manutenção e condições precárias do avião. Virou culpa do piloto.É briga de quadrilhas. Pena que envolva gente inocente, no caso os tais fiéis. Como a GLOBO consegue que seus “fiéis” gastem mais de oito milhões em ligações telefônicas para eliminar fulano ou beltrano da casa do BBB-8. E pega uma parte, lógico.
Por - Laerte Braga

Brasil passa a ser credor externo pela 1ª vez


O Banco Central (BC) estima que o Brasil tenha passado a credor externo líquido em janeiro, quando os ativos do País (reservas internacionais) no exterior devem ter superado os passivos (dívida externa) em cerca de US$ 4 bilhões. Segundo a instituição, o fato é inédito na história econômica brasileira.A projeção consta de relatório divulgado nesta quinta-feira pelo BC ressaltando a evolução recente dos indicadores de sustentabilidade externa do País. O resultado consolidado das contas externas de janeiro será divulgado na próxima semana. Se o dado for confirmado, as reservas são suficientes para pagar a dívida externa.Segundo a publicação do BC, a redução da dívida externa líquida, dado obtido pela redução da dívida externa bruta pelo ativo do País no exterior - composto principalmente pelas reservas internacionais -, foi a mais expressiva de 2003 para cá."Nos últimos cinco anos, seu estoque passou de US$ 165,2 bilhões, ao final de 2003, para US$ 4,3 bilhões, estimativa para 2007. No primeiro mês de 2008, já se estima que esse montante se tornará negativo em mais de US$ 4 bilhões, significando que, em termos líquidos, o País passou a credor externo, fato inédito em nossa história econômica", disse o texto do documento.Isso aconteceu principalmente pelo fortalecimento das reservas internacionais e o programa de recompra da dívida externa e de antecipação de pagamentos, que resultou na redução da dívida externa líquida.Apenas no ano passado, as reservas internacionais cresceram 110% e chegaram a US$ 180,3 bilhões no final de dezembro."A análise dos resultados observados pelo setor externo da economia brasileira nos últimos anos e seus impactos nos indicadores de sustentabilidade externa mostram um inquestionável fortalecimento da posição externa do País", avaliou o BC no documento."Em resumo, diante de um cenário internacional por aumento considerável na incerteza, pela volatilidade dos mercados financeiros e desaceleração da atividade econômica, a melhoria desses indicadores tende a mitigar, embora sem anular por completo, o impacto de eventos externos adversos."Para o Tesouro Nacional, o fato de o Brasil ser credor externo líquido deve contribuir para uma redução de seu custo de financiamento."A gente sabe que os investidores dão valor a esse número, entre outros de sustentabilidade externa. As agências de risco dão valor a esse número", afirmou o coordenador de planejamento estratégico da dívida pública, Rodrigo Cabral."Então é um número que certamente, contribuindo para essa contínua melhora da credibilidade do País, acaba contribuindo também para uma redução dos custos de financiamento e para a facilidade de buscar as composições desejadas que a gente quer para o longo prazo."

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO ERA (E É) ESPIÃO DA CIA

Dinheiro da CIA para FHC
"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69. Fundação FordHá menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares. Agente da CIAOs americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.Quem pagou Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais: "Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura", da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro). Quem "pagava a conta" era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA. Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" ("The Washington Post"). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" ("Spectator"). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" ("The Times"). Milhões de Dólares1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443). 3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).FHC facinho4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123). 5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
Por Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa